Começámos por acidente. Em 2009, um grupo de amigos decidiu explorar aldeias abandonadas no interior de Portugal. Sem GPS, sem plano, apenas curiosidade.
Nesse primeiro fim de semana encontrámos coisas que nenhum guia turístico mencionava. Uma senhora de 87 anos que ainda tecia mantas à mão. Um forno comunitário onde se cozia pão todas as semanas há trezentos anos. Uma adega escavada na rocha onde dormiam garrafas cobertas de pó.
Percebemos que havia um Portugal inteiro escondido atrás das rotas convencionais. Decidimos passar os anos seguintes a mapeá-lo.
Passamos meses a conhecer cada lugar antes de levar visitantes. Bebemos café com artesãos, ajudamos nas vindimas, participamos em festas locais. Só apresentamos locais onde somos bem-vindos.
Nunca mais de seis pessoas. Conseguimos ter conversas reais, adaptar o ritmo, mudar de planos quando encontramos algo inesperado pelo caminho.
Não contratamos profissionais de turismo. Os nossos guias nasceram nestas terras, falam o dialeto local, conhecem as histórias que não estão escritas em lado nenhum.
O que vê é real. Se um artesão estiver ocupado, visitamos outro dia. Se chover, mudamos de zona. Não forçamos experiências por causa de horários.
Cada região tem o seu guia. Pessoas que cresceram a ouvir as histórias dos avós, que conhecem trilhos secretos, que sabem onde encontrar o melhor queijo da serra ou o último ferreiro que ainda trabalha como há cem anos.
Não temos escritório central nem uniforme corporativo. Temos uma rede de pessoas apaixonadas pelo território onde vivem e que gostam de o partilhar com quem demonstra interesse genuíno.
Veja as experiências disponíveis ou entre em contacto se tiver questões específicas.